<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17115696</id><updated>2011-04-21T20:52:30.016-07:00</updated><title type='text'>Phrontisterion</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oikosphrontisterion.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17115696/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oikosphrontisterion.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Phrontisterion</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06894222649442214160</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17115696.post-115851264821491978</id><published>2006-09-17T09:24:00.000-07:00</published><updated>2006-09-23T07:22:21.933-07:00</updated><title type='text'>O 'EVITAMENTO' EM M. HEIDEGGER, A PARTIR DA ANÁLISE DE J. DERRIDA: O ESQUECIMENTO E A LEMBRANÇA</title><content type='html'>Evitar algo é evidenciá-lo. Dado que tentamos evitar uma coisa legando-a ao esquecimento, isso tem que significar que o que fazemos com a coisa é enfatizá-lá, ressaltá-la, destacá-la, mesmo sobrepô-la a outras coisas não-evitadas. Essa constatação vem a cavalo, a propósito de um livro que agora leio e que me parece advogar um pensamento que, conquanto não seja originalíssimo, é sempre interessante de mencionar. O livro é "Do espírito"; Jacques Derrida como autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro, Derrida fala do conceito de "evitar" (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;vermeiden&lt;/span&gt;) em Heiddeger, e, ao abrir o livro, diz que pretende falar "da aparição, da chama e das cinzas". Sobre a noção heideggeriana, observa que toda vez que esse filósofo dizia que queria evitar uma idéia, mostrava implicitamente que aquela idéia era assim tão relevante para ser esquecida que não conseguia ser esquecida porque era relevante. Heidegger, por exemplo, temia passar da filosofia à religião, e evitava escrever sobre o Ser do ponto de vista teológico. Tinha por interesse evitar a teologia; talvez por isso, por vezes, anotava reflexões sobre a religião: "Se a fé me interpelasse desse modo, eu fecharia a minha oficina". Mas Derrida sabia que a dimensão do verbo evitar, em Heidegger, era maior do que o habitual, não confundia "necessariamente [com] o ato de evitar ou a denegação". Daí porque se podia e se pode perceber, com Derrida: "Penso, em particular, em todas as modalidades do "evitar" que se acaba por dizer sem dizer, escrever sem escrever, utilizando palavras sem utilizá-las".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso à análise empírica, transita-se sem mais, lembrando-se que quando queremos evitar um fato, um assunto, um pensamento, mantemos a memória ocupada lembrando que aquele fato, assunto ou pensamento é proibido. Assim que a coisa não fica no limbo, mas às portas do paraíso dos temas imediatos. O que é efetivamente (de)negado não é necessariamente evitado (na acepção comum), simplesmente cai ao inconsciente. O ato de evitar é consciente. Quer-se evitar. O evitamento tanto implica ação que, no contato com o interlocutor (em relação ao qual se evita um tema), este por vezes entende a linguagem do silêncio. A conversação, em relação às coisas evitáveis, fica ao nível do dito-pelo-não-dito. A coisa evitada, não falada, adquire forma, às vezes extravasa, mesmo que não precisasse disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, convém concluir com jogos de palavras, como agrada a Derrida, também a mim. Ora bem, aquele filósofo fala em "chamas", quer dizer, as chamas que consomem, e eu lembro a proximidade com o verbo "chamar". Como que dizendo: lançar ao fogo a coisa, para que se consuma, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chamá-la&lt;/span&gt; à atenção. Porque "esquecer" lembra "aquecer". A memória, uma pira onde depositaríamos as coisas que devem ainda arder em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bah! Nada de original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17115696-115851264821491978?l=oikosphrontisterion.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oikosphrontisterion.blogspot.com/feeds/115851264821491978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17115696&amp;postID=115851264821491978' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17115696/posts/default/115851264821491978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17115696/posts/default/115851264821491978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oikosphrontisterion.blogspot.com/2006/09/o-evitamento-em-m-heidegger-partir-da.html' title='O &apos;EVITAMENTO&apos; EM M. HEIDEGGER, A PARTIR DA ANÁLISE DE J. 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